Há algum tempo se sabe que Barcelona está passando por uma crise financeira, e o lançamento de seu relatório financeiro anual confirma isso sem rodeios. A dívida de curto prazo está em 730 milhões de euros (R$ 4,8 bilhões).
Este valor distribui-se da seguinte forma: 265 milhões de euros (R$ 1,78 bilhão) de dívidas a instituições de crédito, 2,5 milhões de euros (R$ 16 milhões) de obrigações e outros títulos negociáveis, 164 milhões de euros (pouco mais de R$ 1 bilhão) de dívidas a desportistas e 298 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão) de outras dívidas.
O Barça encerrou a temporada 2019/20 com uma dívida líquida de 488,4 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões) e o clube está negociando um atraso desses pagamentos com seus credores devido ao impacto que o coronavírus teve nas suas contas.
Os catalães esperam poder atrasar esses pagamentos até pelo menos 30 de junho de 2021 e, embora alguns credores tenham aprovado uma prorrogação, o Barcelona continua a negociar com outros o adiamento dos pagamentos.
Outro detalhe marcante do documento é a expectativa de receita com as receitas de bilheteria, com a qual o clube esperava poder contar nesta temporada, mas, no momento, não parece viável no curto prazo.
O Barcelona esperava faturar 56 milhões de euros (R$ 371 milhões) nesta temporada, com capacidade de 25% em fevereiro e 50% a partir de maio, embora isso agora não pareça provável.


